sábado, março 03, 2007

Semana de juri....hehehehe

Semana sem fim…longe da minha vida, longe do computador, longe do blog…
Foi uma semana de juri…Os meus dias pareceram não ter fim: a começar às nove e a terminar com horários entre as 19h e a 1h da manhã, tudo para avaliar currículos e respectivos meios de prova. Embora o acto de avaliar seja complexo existem grelhas, com indicadores e critérios de avaliação de forma a reduzir, tanto quanto possível, o carácter sempre subjectivo que subjaz a um processo de avaliação. Dei gargalhadas acompanhadas de desespero pelo facto de ainda existirem pessoas que confundem actividade académica com participações desconexas em programas da Fátima Lopes…Dei cabeçadas na parede por confundirem projectos com actividades de conteúdo funcional dos serviços…meu Deus!... onde é que já se viu que uma organização de uma videoteca ou a organização de ficheiros constituirem projectos profissionais?!?!?! Como é que ainda existem dúvidas daquilo que é um trabalho de investigação…será que não sabem, ainda, que existe uma coisa chamada de método cientifico?!?! Que pode ser realizado aqui e replicado na China?!...
As gargalhadas foram muitas…estou desejoso de ver os primeiros outputs das colocações. Não posso deixar de reparar nos currículos bem organizados, bem fundamentados e reflectidos, versus daqueles que embora tenham muito e com alguma qualidade por vezes, descuraram por completo uma organização de pensamento e que não convencem o leitor…

Foi uma semana de cão!...
Sexta e Sábado, Montemor-o-Novo, acompanhante em congresso, para descansar…
Cheguei agora ao meu mundo: os mails o trabalho e aulas para preparar…
- que venha segunda-feira!!!!


sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Uma forma de voyerismo cibernético

Acho que me tornei num stocker, num voyeur…a vontade de querer saber quem está do outro lado dos cabos de fibra óptica tem dado comigo em doido. Felizmente que existem coisas tipo Hi5 com fotos, onde todos podem sublimar a sua falha narcísica e assim vão satisfazendo a minha curiosidade quase doentia de conhecer as caras de uns e de outros…mas isto preocupa-me…acabo por fantasiar sobre aquela cara pois a pessoa é me estranha. Desperta-me uma ambivalência de sentimentos que por um lado gostaria de conhecer, mas por outro a incerteza do desconhecido acompanha-me. E quem vê caras…
Ainda gosto de ti…sabes…se tinha incertezas que estavas longe hoje tenho a confirmação. Estás a dormir na minha cama e eu desinteressadamente virei-te as costas e ando perdido por entre os cabos de fibra óptica e entre bytes e pixeis…
Hoje estou assim…amanhã estarei melhor…mas que gosto de ver o Hi5, gosto!... as férias, os animais de estimação, os amigos, as melhores poses…

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Como um broche pode destruir uma vida…

Não se fala de outra coisa: as empregadas da limpeza, os seguranças, os funcionários de diferentes postos de trabalho e hierarquias, tudo fala do mesmo…
Segundo se consta um funcionário desta organização, que por seu lado é casado, filho de gente importante na casa, foi apanhado a fazer um real blow job a um homem nas traseiras do edifício.
Como apanhar a ver não foi o suficiente, e como a pessoa em questão tem responsabilidades profissionais e até mesmo alguma visibilidade, atendendo às funções que aqui desempenha e uma vez que os seus progenitores também aqui trabalham, chamaram os seguranças a informar do que estava a acontecer, e exigiram que estes inergumenos exigissem as identificações dos perpetradores do acto.
Escusado será dizer que o tema de conversa do dia e dos próximos tempos será o broche que o sr (…) fez…"E que é um ganda panasca..." Gente ordinária que não tem noção das consequências danosas do que estes comentários podem originar.
Este sujeito está fodido para o resto da sua vida. Maldito broche que lhe vai destruir a vida familiar e profissional. Que mundo é este em que vivemos? Onde está a tolerância?...Onde está o respeito pelo próximo...Humanismo?!?! Esse´, só nos livros e nas bocas de gente hipocrita.
Fiquei perturbado quando soube disto, não propriamente por ele ter sido apanhado, mas sim por não ser um anónimo na instituição e constituir assim motivo de conversa e chacota. Que mal tem em ser-se gay? Se fosse apanhado a fazer um cunnilingos à secretária seria motivo de conversa para uma semana e depois acabava. Mas não, foi um broche a outro homem.
O mal foi a escolha do sitio…maldito broche!

domingo, fevereiro 11, 2007

O olhar gay


Atendendo ao desenrolar dos comentários ao post anterior entre a Aenima e o Serrano e que acabaram por falar naquele olhar, acho um tema interessante para aqui fazer uma entrada ao tema: O olhar gay…
Ainda antes de conhecer o mundo gay e os seus códigos, quando entrei na adolescência apercebi-me que existiam alguns olhares masculinos que se fixavam nos meus olhos, mesmo que por milésimos de segundo, e com eles algo se fazia acompanhar. Anos mais tarde quando tomei a consciência de que era gay – embora sempre admitisse que era diferente dos outros – e quando comecei a frequentar a gay scene depressa me apercebi que o olhar entre gays é de facto denunciador de uma intenção, de um propósito, de uma confirmação e até mesmo de um desejo. Comecei a brincar com isso, investi-me numa procura de quem era gay no meio que me rodeava e depressa identifiquei uns quantos que mais tarde vim a confirmar as minhas suspeitas. E posso dizer que entre eles se encontravam homens mui machos, com namoradas e até mesmo esposas. Se me perguntarem se eu identifico se um homem é gay somente pelo olhar não consigo objectivar uma resposta precisa e científica, mas que de uma forma geral todos os gays se conhecem pelo olhar é um facto. Talvez como o Serrano diz talvez seja uma “intuição, sexto sentido”, não sei mesmo. Deve ser algo que todos os gays comportam no seu património genético, uma forma quase telepática de se comunicarem entre si pelo olhar.
Ainda outro dia num centro comercial, estava acompanhado por uma colega, e aparentemente fazíamos um belo casal para os olhos de quem não nos conhecia, e diverti-me a fixar olhares de homens cuja resposta se fazia sentir de imediato - também há que notar que os centros comerciais são espaços previligiados para este tipo de encontros...
Quanto ao olhar gay…esse vale mais do que mil palavras.

domingo, fevereiro 04, 2007

Um domingo de esplanada...

Finalmente um dia de sol, embora o frio tenha-se feito mostrar. O que se previa um domingo fechado em casa a avaliar relatórios de forma pouco eficaz, tornou-se num simpático e diferente dia de trabalho. Após telefonema para dar uma volta até à Costa da Caparica, ficar sentado numa esplanada a beber qualquer coisa quente e pôr algum trabalho em dia, foi um desafio irrecusável. Costa da Caparica aí fomos nós: a minha companhia, colega de trabalho (fêmea) levava um chorrilho de revistas de decoração – e qual delas a melhor – eu lá levei uma pasta com três relatórios para avaliar…
Desafio: encontrar uma esplanada de praia que estivesse aberta…corremos as praias todas, na esperança de encontrar um espaço agradável para aí permanecermos. Tudo fechado!! As praias até tinham muita gente de passeio, mas as esplanadas todas fechadas!...que desperdício!
Aproximamo-nos da Praia da Bela Vista….sim essa!!!... Para nosso espanto, avistámos ao longe o parqueamento cheio! A minha amiga diz: “Esta tem de estar aberta, com tantos carros!...” Eu pensei cá para comigo “Burra!…não fazes mesmo ideia…”
Aproximámo-nos e para surpresa da minha colega – e não minha! – os carros tinham os seu ocupantes dentro, e vá se lá adivinhar….todos do sexo masculino…
Depressa senti aquele friozinho pela espinha, acompanhado da excitação, que já tinha esquecido, do engate…fiquei taquicárdico por estar ali. Recordei os tempos de loucura em que com um amigo meu brincávamos com isso: corríamos os locais de engate todos, fingíamos que estávamos interessados e depois fugíamos. O fascínio pelo abismo levava-nos a esses locais, mas o medo de um futuro incerto excedia esse frenesim.
Portanto, nunca fui de engates fortuitos, mas conhecia os locais principais de engate e aquele claro que o conhecia, mas fazia anos que lá não punha os pés. Aliás, a última vez que fui à Praia 19, deve ter sido há uns cinco anos.
Ora estavam dentro dos carros, ora circulavam pelo estacionamento como quem não quer a coisa…Lembrei-me imediatamente do filme Cruising do William Friedkin com o Al Pacino, uma vez que havia um sujeito fora do carro, que nos fixou imediatamente, e que envergava um casaco e calças de cabedal – muito S&M – e ostentava um bigode tipo Big Bear, muito anos setenta…
Decidimos sair do carro, ao que ela diz “Olha isto tem um ambiente estranho, não tem?…” Claro que me fiz de desentendido e saí só para confirmar se a esplanada estava fechada, e estava. Regressei ao carro.
- “Vamos embora… só nos resta a Fonte da Telha!”
Lá fomos.
Passou-se uma tarde agradável, no meio de famílias com criancinhas aos gritos, gente sozinha acompanhada por livros, namorados adolescentes a trocar beijos entre lambidelas de gelados e a paisagem de um mar com alguns surfistas. Foi muito bom!
O Big Bear não me saiu da cabeça, não por uma atracão física, mas talvez pelo magnetismo do seu olhar.
O frio começou a sentir-se por volta das 17h00 e lá regressámos a nossas casas. Ela mais sapiente em decoração e eu, mais confuso nas minhas análises e avaliações…

sábado, fevereiro 03, 2007

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

STOMP!!!!....


I'll be there!!!

Hoje à noite no Casino de Lisboa...
Não sei se leve as plumas e os tacões altos!!! Pois não hão de fazer mais barulho que eu!....









quarta-feira, janeiro 31, 2007

Haja lítio com fartura…


Não há cu que aguente alguns estados de humor. Por mais que tente, não consigo compreender uma lógica centrada no egocentrismo com requintes de narcisismo. Lítio para eles todos, ora estão bem num minuto, ora estão na merda imediatamente a seguir. Se por um lado são muito bons e são os maiores, e mundo gira em torno deles, por outro – na fase depressiva – de tão bons e giros que são, todos lhe querem mal e têm inveja deles…Haja paciência para aqueles que me rodeiam…paciência não…lítio em barda!!!

sábado, janeiro 27, 2007

Filme "O Escolhido"....ou melhor o mal escolhido!....

Ontem fui ao cinema, após ter esperado ansiosamente pelo filme The Wickerman, que em português foi baptizado de O Escolhido.
O trailler prometia: um thriller com suspense à mistura com ingredientes sobrenaturais. O início da história dá a entender uma história semelhante à Vila (The Village) do realizador M. Night Shyamalan. Semelhante no sentido da existência de uma comunidade isolada da sociedade actual com costumes e rituais próprios vivendo uma vida de auto-subsistência, e que de repente se vê envolvida num desaparecimento de uma garota…- Mais não conto! Portanto, o filme prometia! Para além do facto de ser protagonizado por Nicolas Cage que eu sou fan desde o filme Coração Selvagem do David Lynch.
O Nicolas Cage foi a segunda desilusão: mais maquilhado que nunca, ou então deixaram-no esturricar num solário. O seu cabelo pintado de preto, padecendo já de uma halopecia considerável é mantido firme com kilos de laca. Já para não falar do péssimo trabalho de odontologia cujos dentes - que já não são os dele – mais parecem os de uma dentadura de um equino, muito artificiais mesmo – mau trabalho protésico. Os seus conselheiros de imagem estão a fazer-lhe um péssimo trabalho: está com uma imagem muito postiça.
O elenco não é nada de especial, a história podia ser muito boa se um realizador tipo M. Night Shyamalan pegasse nela. Tanto quanto sei, é um remake que eu desconheço o original.
O fim do filme é uma surpreendente desilusão parecendo um coito interrompido.
Concluindo: um filme verdadeiramente dispensável.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Piercings - uma questão cultural, ou simplesmente moda?

O culto do corpo integrado à necessidade de adorno, tranformou os piercings num objecto de adorno cada vez mais comum.
Em tempos eu achava muito exótico e sensual o uso de um piercing discreto na cartilagem da orelha, no entanto já achava, e continuo a achar, nojento um piercing de língua lembrando-me a personagem da Rosanne Arquette no Filme Pulp Fiction em que um dos objectivos seria melhorar a felação…Já para não falar nas questões higiénicas e na dicção estranha que os seus usuários apresentam…
Em contrapartida achava que um homem com um corpo bonito ficaria muito bem com um piercing de mamilo, até ao dia que na Grécia, mais concretamente em Mykonos, vi um sujeito de, aproximadamente, 70 anos com um nesta região anatómica…e o espectáculo não podia ser mais ridículo: prega cutânea acentuada, rugas, distenção mamilar (mamilo tipo pêndulo) e um piercing…
Hoje em dia não tenho qualquer fascínio por piercings, aliás sempre que vejo algum imagino as condições de higiene e assepsia em que eles foram realizados…ainda hoje me lembro, no Hospital de S. Francisco Xavier, de uma sujeita de 23 anos cuja orelha esquerda foi amputada por infecção da cartilagem…tudo por causa de um piercing.
Para os adolescentes e jovens, colocar um piercing significa diferenciar-se do grupo, ou ter um sentimento de pertença a outro, ou até mesmo por querer ser diferente e com características próprias. Esta última justificação não me parece ser muito plausível, uma vez que se tornou banal a utilização de piercings até nos sítios mais estranhos – como confere a imagem…
No entanto, o piercing ainda é visto como algo de marginal conduzindo a preconceitos e segregações. Preconceitos que são activados pelas entidades empregadoras quando se deparam com jovens que procuram emprego, ou até mesmo a entrada para alguns circuitos sócio-profissionais a ostentação de piercings é proibida.
Hoje lembrei-me de escrever isto por assistir a uma discussão que envolvia juízos de valor sobre uma pessoa que usava um singelo e discreto piercing na orelha, para além das vulgares pérolas que trazia…discussões de gente estúpida, não?!?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

"Babel", ou o vómito da supremacia americana


Fui ver o filme Babel. O enredo não me surpreendeu uma vez que já tinha lido algumas referências á historia do filme. A incapacidade de se comunicar não foi assim tão enfatizada quanto isso. Não gostei…mesmo nada!
Brad Pitt, numa versão mais madura e longe da imagem de sex symbol desempenha um papel de forma verosímil retratando bem a angustia de um homem que vê a sua mulher atingida por uma arma de fogo num pais do terceiro mundo. Cate Blanchet: mal empregada para um papel sem relevo. Qualquer actriz menos conceituada faria-o na perfeição: ela geme, chora, urina-se pelas pernas abaixo e perde os sentidos...nada de especial.
A história e a mensagem politica: coitados dos americanos que estão á mercê de vândalos dentro e fora do pais.
Dentro dos EUA, o seu próprio pais, são “atacados” por aquela máfia de porcos que são os mexicanos. Servem para fazer todo o trabalho sujo que os americanos não fazem, são retratados de uma forma pouco digna mesmo quando as imagens são filmadas no méxico: que porcos que eles são... Fora do pais, são atacados por tribos terceiro mundistas e nem mesmo os europeus são bem retratados aqui: abandonam Brad Pitt numa aldeia marroquina uma vez que não suportam o calor e a camioneta não pode ficar a funcionar só com o ar condicionado.
Detestei o filme e a realização não foi nada de especial. O que a meu ver salvou o filme foi a fotografia que bem retratou o deserto marroquino com as suas gentes, que vão sobrevivendo num meio hostil e sem recursos nenhuns. Estive lá há dois anos e a pobreza é mesmo aquela.

sábado, janeiro 13, 2007

Muscle Maries e depiladas...


Pegando no repto do Serrano, no comentário ao post anterior, vou me questionar sobre os, aliás, as Muscle Maries e as depiladas…
Durante a minha adolescência tive alguns complexos relacionados com a minha auto-imagem uma vez que tinha muitos pelos corporais ao contrário dos meus amigos que tinham pouquíssimos ou até mesmo nenhuns. Sempre tive receio de ser associado ao Tony Ramos, embora essa realidade estivesse muito distante, acho que na altura devia ter uma Desordem Dismórfica Corporal.... Ainda me cheguei a depilar com um spray depilatório…o pior foi quando começaram a crescer e a comichão deixava-me doido! Rapei o tórax, mas deixei os meus queridos pelos púbicos, sinal de maturidade e virilidade…eu era muito macho…
Foi já há alguns anos quando numa praia naturista portuguesa, o Meco por sinal, devia eu ter para aí uns 14 ou 15 anos, que vi um homem completamente rapado, contrariando todas as minhas fantasias sexuais associadas às imagens retidas de filmes pornográficos. Voltei anos mais tarde a encontrar, nessas mesma praias, e cada vez com mais frequência homens, novos e velhos desprovidos de quaisquer pêlos, incluindo os famosos pelos púbicos. Associei imediatamente a promiscuidade sexual e o facto de se raparem seria para prevenir chatos e afins…
Hoje em dia no ginásio encontram-se as famosas Muscle Maries, muito musculadas e totalmente rapadas…Se bem que os meios de comunicação transformaram a imagem do homem musculado e sem pelos num objecto sexual, mas ainda não percebi bem a utilidade de se raparem pelos púbicos…nem imagino a comichão que devem dar quando eles começam a crescer…Uma das razões apontadas seria de facto para a manutenção de uma melhor higiene… – ora, eu mantendo os meus pelos púbicos acredito que consigo assegurar uma higiene adequada à minha genitália e não preciso de me rapar para me lavar melhor…
Outra razão apontada…e que me fez algum sentido, sob ponto de vista cinematográfico, é que um homem sem pelos púbicos transmite a ilusão do seu membro viril ser maior, uma vez que não fica camuflado com a abundante vegetação, e nos filmes porno, poucos são os homens com pelos púbicos…será que é mesmo para parecerem maiores?! Agora todos querem parecer como o John Holmes?...
Uma outra razão…será que é para aumentar o prazer de quem pratica sexo oral e não tenha que cuspir pelos púbicos?!...
Duvidas existenciais que me atormentam...
- será que eu não estou na moda?!?

domingo, janeiro 07, 2007

Um habitat “quase natural”…

Com vista a perder uns quilitos resultantes de uma alimentação desequilibrada da época natalícia regressei ao ginásio…Embora não seja muito aficionado em exercício, não prescindo de pelo menos ir duas vezes ao ginásio fazer 30 minutos de remo e algumas séries de abdominais. Se soubesse o que sei hoje nunca tinha posto os pés num ginásio…é como o uso de telemóvel, antes de o termos vivemos normalmente, quando passamos a ter um, dependemos dele como do ar que respiramos. Com os ginásios é a mesma coisa, antes de pormos os pés num, somos sempre elegantes a partir do momento que o deixamos até o ar nos faz engordar…enfim, sacrifícios para não ter que comprar roupa maior….também poderia fazer restrições alimentares, mas após longos períodos de jejum o desespero apodera-se de mim e depois acabo por devorar mais que aquilo que o meu organismo necessita. Portanto, um pouco de exercício físico é salutar, e os ginásios servem para isso…e não só…
Embora a cadeira de etologia nunca tenha sido o meu forte – fui a exame quatro vezes…- hoje senti-me um verdadeiro Konrad Lorenz numa observação participativa do verdadeiro ecossistema que é um ginásio. É muito curiosa a observação da fauna que aqui co-habita numa perfeita harmonia com uma competição subtil a vários níveis entre as diferentes espécies e intra-espécies.
Coloquei-me no meu banco de remo, com vista privilegiada sobre todo o ginásio e pude assim observar um ecossistema em plena actividade e depressa validei algumas teorias, especialmente a teoria evolucionista e da selecção natural.
As espécies observadas, embora distintas quanto ao seu processo de sobrevivência, vivem num estado de harmonia, no entanto verifica-se uma disputa territorial no espaço que é destinado aos pesos livres e halteres, onde a predominância são de machos de grandes dimensões, de ar rude, braços e trocos largos e alimentam conversas cujos temas não vão além de “futebol, gajas e proteínas”…
Identificam-se também fêmeas quarentonas em quantidade considerável que preferem observar esses machos dominantes e convertem os exercícios físicos em verdadeiros rituais de acasalamento…de notar que algumas têm sorte.
Em menor quantidade, encontram-se adolescentes magrinhos e franzinos que procuram desesperadamente ficar como o Arnold Schwarzenegger. Sempre que fazem um exercício de braços procuram um espelho e discretamente fazem poses para ver os progressos de massa muscular…sem grande sucesso imediato, entenda-se…
Depois, em muito menor quantidade encontram-se algumas bichas que tudo fazem para chamar a atenção, desde cantar a musica que se está a ouvir e a fitar os machos dominantes nos olhos, ou a fazer subtis passos de dança enquanto mudam de máquina apressando-se a verificar se alguém notou por elas…enfim, mais um ritual de acasalamento cujos resultados não são sempre os melhores, uma vez que passam mais tempo nos balneários do que propriamente a fazer exercícios.
A observação não fica por aqui, existem mais espécies que aqui convivem, mas como não levei a minha grelha de observação para os devidos registos de interacção, ficam outros dados por relatar…

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Tão asséptico quanto o branco


Ano Novo, cara nova…escolhi o Branco.
“Sempre gostei de branco…sempre gostei de uma folha em branco, um espaço virgem pronto a ser desbravado por quem quiser…é o branco imaculado…o branco asséptico, puro…É a minha projecção no branco, nas linhas que escrevo, naquilo que gostaria de ser, de fazer e de estar. Uma folha branca, uma noite em branco, hoje tive uma branca…o branco acompanha-nos sempre…o baptizado é branco, a comunhão é branca, o casamento é branco…e a nossa mortalha de branco é…e depois disso? A morte é negra, profunda, imensa. Prefiro a finitude do branco…é limpo”

Sessão de associação livre, a expressão máxima da minha inexpressão emocional…
- estou frio como a mais pura neve branca.

domingo, dezembro 31, 2006

sábado, dezembro 30, 2006

All Good Things Come To An End

Fui ao cinema ver “Déjà vu” com Denzel Washington. Não morro de amores por ele, mas atendendo ao titulo e após ter sido convenientemente convencido por uma amiga…lá fui ao Fórum Almada. A sala estava cheia, sessão da 9h20, e ela continuava a dizer “Tas a ver a sala tá cheia porque o filme é bom…”. Ora, argumentos deste tipo, para mim, não são válidos para me convencerem de que um filme é de facto bom…deixa ver…
Após umas explosões e na antecipação de ser um filme policial com acção, depressa sou surpreendido com tecnologia demasiadamente espantosa para poder ser credível…e de facto lá está…é uma tecnologia de ponta (só na América mesmo!!!...): é uma máquina do tempo!!!! Dá para acreditar?!? Agora andam a brincar ao Júlio Verne…após esta constatação, todo o resto do filme foi altamente previsível…ninguém morreu a não ser o mau…
Para terminar o ano enfiei um barrete de filme!
A minha disposição também não tem sido das melhores, estas épocas são altamente convidativas a estados depressivos, o que me tem valido é que tenho avançado com a minha tese…sempre vou mantendo os neurónios ocupados.
Aqui fica a banda sonora da minha vida neste momento actual.
...cada vez estou mais distante de ti...

E não é que não achava muita piada à Nelly Furtado?!?!?...


"All Good Things (Come To An End)" Nelly Furtado

Honestly what will become of me
don't like reality
It's way too clear to me
But really life is daily
We are what we don't see
Missed everything daydreaming
Flames to dust
Lovers to friends

Why do all good things come to an end
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Traveling I only stop at exits
Wondering if I'll stay
Young and restless
Living this way I stress less
I want to pull away when the dream dies
The pain sets it and I don't cry
I only feel gravity and I wonder why
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end

Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
come to an end come to an
Why do all good things come to end?
come to an end come to an
Why do all good things come to an end?
Well the dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Die die die die die
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end

Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
come to an end come to an
Why do all good things come to end?
come to an end come to an
Why do all good things come to an end?
Well the dogs were barking at a new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon
And the sun was wondering if
it should stay away for a day 'til the feeling went away
And the sky was falling on the clouds were dropping and
the rain forgot how to bring salvation
the dogs were barking at the new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon so that they could die

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Uma carta diferente para o Pai Natal…


Recebi esta mensagem neste Natal, assim como muitos de vós, e não resisti em rescrevê-la...

O Joazinho escreveu uma carta ao Pai Natal:
"Seu barrigudo cegueta do caralho, todos os anos te escrevo a pedir um carro dos bombeiros e tu só me ofereces meias e cuecas, quando passares à frente da minha casa com as renas vou-te foder todo à pedrada!"
O Pai Natal responde:
"Este Natal compenso-te: vou pôr fogo à tua casa, meu grande filho da puta, não te vão faltar carros dos bombeiros!"
Feliz Natal




- Não é uma delicia?!?...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Feliz Natal


terça-feira, dezembro 19, 2006

Amores com Bata Branca...


O Frágil estava a abarrotar de gente, como seria habitual a um sábado à noite. As conversas só se faziam ouvir junto aos ouvidos de cada um. Com um grupo de amigos estive de conversa banal até que tu chegaste, nunca até então nos tínhamos visto. Os nossos olhares tocaram-se instantaneamente, e tu cumprimentaste um amigo meu, que era teu colega, e aí permaneceste a conversar com ele. Fingiste que me ignoravas e eu deixei de ouvir a música para te poder contemplar. Não sabia quem eras, mas houve qualquer coisa, que ainda hoje não sei explicar que me atraiu – acho que foi aquele olhar de cabrão... Despediste-te do nosso amigo e de forma não indiferente te afastaste. O teu olhar despediu-se de mim e eu sorri.
Segunda-feira às 9h00 da manhã no bar do HSM, lá estava eu a beber o meu café duplo que me iria manter desperto durante o dia. Os livros eram a minha única companhia, esperava por um colega. Era a hora que toda gente que aqui trabalha toma o pequeno almoço. É como uma nuvem branca de gente vestida de branco e que de um momento para o outro vão chegando aos poucos: médicos, enfermeiros, estudantes e outros. Entre gargalhadas e seriedade se contam os fins-de-semana, as quezílias do serviço, as fofocas de quem viu quem e com quem, os concursos impugnados…enfim…um antro de alcoviteiras diferenciadas…Quando menos esperava, tu entraste com um grupo de gente, todos de bata branca, e o teu olhar dirigiu-se de imediato a mim. Não conseguiste esconder a surpresa e perturbação de me ver ali – quem e o quê seria eu, que na noite anterior vestia um casaco de cabedal e tinha ar de rufia, e que hoje vestia uma camisa ao xadrez e trazia um pullover pelas costas com ar de beto?... querias saber quem eu era…querias prestar atenção ao que te diziam, mas o teu olhar ora se centrava no grupo ora se fixava em mim. Encontro estranho, não?!...
Fui te seguindo com o olhar, esboçaste um sorriso subtil que só eu percebi. Fiquei quieto e olhei para o relógio. O meu colega acabou por chegar já atrasado, tive que ir. Deixei-te naquele momento mergulhado naquela nuvem de gente vestida de branco, seguiste me com o olhar, quis arrastar-te com os meus olhos…mas não consegui.
Á hora do almoço procurei em vão por ti no mesmo sítio, mas não estavas…o sábado seguinte foi nosso …
…and the rest is history…

domingo, dezembro 17, 2006

Já sou Beta...

Não, não me vesti de mulher...a loucura ainda não deu para isso...Já me converti ao Blogg Beta version. Isto porque ainda estava no formato antigo o que me impedia de fazer comentários em outros blogs Beta. Fiquei contente de inicio, uma vez que não me desconfigurou a página, a não ser alguns acentos que ainda tenho que refazer. No entanto ainda não consigo comentar nuns quantos...alguém que consiga comentar aqui e me diga o que deva fazer....Pleaaaaassseee...


PS - fui jantar ao Hotel Tivoli Tejo, 16º andar, vista previligiada sobre o Tejo, ambiente muito nice...depois conto tudo...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

“O Natal é quando o Homem quiser”…então, acho que não me apetece Natal este ano…

A loucura já começou desde o princípio do mês. Tornou-se insuportável frequentar centros comerciais: entre o atropelo das pessoas, o histerismo, a dificuldade em estacionar – como tenho saudades dos transportes públicos…- os preços das coisas e as canções de Natal que invadem todos os espaços e que perturbam a sanidade mental de qualquer um…já estou um bocadinho farto…Os Pais Natais enforcados em todas as janelas dos meus vizinhos...estou para ver o dia em que os ladrões vestidos de Pai Natal começam a assaltar casas pelas janelas e ninguém se importa. Nunca as lojas tiveram tanto merchandising de Natal como agora: são as renas, são os anjos, são os pais natais de toda a cor e feitio, presépios de todos os tamanhos…nunca tive paciência para andar às compras, mas agora comprar prendas para meio mundo…eu devia era tirar férias para a Nova Zelândia e só regressar em meados de Janeiro…pelo menos gastava dinheiro só comigo….FORRETA!
È que para mim é uma dificuldade muito grande em comprar prendas: 1º- sou F-O-R-R-E-T-A; 2º- os perfumes são pessoais; 3º- as roupas são mais pessoais ainda…; 4º bugigangas para pôr em cima do pexixé é dinheiro mal gasto…mal gasto por existirem pexixés (que é de muito mau gosto), e mal gasto porque em cima do pexixé já deve existir alguma coisa (tipo uma boneca sevillhana...). E não me está a apetecer oferecer prendas para as pessoas guardarem e oferecerem a outros no próximo Natal…Os chocolates são de facto a solução…famosos, contribuem para a engorda, são otimos antes e depois do sexo, fazem bem aos diabetes, fazem bem ás caries da minha amiga dentista - CABRA! (por cada consulta cobra-me €50.00, e não quer ADSE, compreende-se, não?!....) - e até os amigos do Pinto da Costa comem “chocolatinhos…”. Áh!…Não me tinha ainda lembrado, ainda, do actual Best Seller português…”Eu Carolina”…- Não posso!…está esgotado.
E a mim?...o que será que o Pai Natal me vai trazer? Com tanta forretisse minha talvez não me traga nada…bem... mas se for um destes aqui de baixo…não me importo nada que venha de mãos a abanar...
Portem-se bem....mal!


sábado, dezembro 09, 2006

A Cinderela dos tempos modernos....lixou-se!!!

A bonita história da Cinderela dos tempos modernos teve outros contornos e um final diferente. A pega que andava a atacar num bar de alterne consegue seduzir um sujeito que pouco deve à inteligência, e passa de refeições de pão com margarina para caviar e champanhe ao pequeno-almoço. Ao contrário da história da Cinderela, esta gata-borralheira não conseguiu manter a farsa por muito tempo e deixou de suportar cortar os cabelos das orelhas ao sr Pinto da Costa, bem como deixou de suportar que ele se peidasse em ocasiões festivas para além do facto de ter estragado um número infindável de tesouras a cortar-lhe as unhas dos pés! – não estou a inventar! Está tudo escrito nas memórias de Carolina Salgado ex-pega e ex-amante do Sr. Pinto da Costa. Certamente que agora não tendo os rendimentos provenientes do FCP irá retomar a sua antiga profissão, que é por sinal, a mais antiga do mundo.
Não que morra de amores pelo senhor em questão mas acho execrável o facto dela neste momento estar a expor uma vida partilhada, com segredos sob formato de livro com manchetes em tudo quanto é sitio. Se ela achava tão mal que o sr Pinto da Costa convidasse árbitros para a sua casa e lhes pagava alguns favores, porquê só agora que ela trás a publico tudo isso? Mesmo que existisse amor entre os dois – que eu tenho algumas dúvidas…mas quem sou eu para duvidar do amor entre a bela e o monstro – será legitimo que após de um relacionamento terminar, descrever uma vida e tudo aquilo que se passava entre quatro paredes? Caso para dizer zangam-se as comadres descobrem-se as verdades.
Os segredos, sejam eles bons ou maus, são para se manter. Ou se fala na altura certa ou então calem-se para sempre.

Citando a Carolina…
“Nada tem de promíscuo trabalhar em bares como o Calor da Noite” - vulgo casa de putas.. “Promiscuidade é o que existe no mundo do futebol, onde é moda, fica bem e dá status ter relações extraconjugais e quase todos as têm.” – não é só no futebol, minha cara, mas compreende-se que o mundo para esta senhora seja pequenino…
“Certa noite, ao despedir-se de mim, não me deu um beijo na cara, como era usual, mas um beijo na boca [...] estava completamente apaixonada [...]” – romântico não…esperem pelos peidos!....
“Demorei uma eternidade na casa de banho a tentar evitar o inevitável [...] Ele já me esperava, pacientemente, na cama [...] E vivi uma linda e inesquecível noite de amor.” – não refere, no entanto, quanto lhe cobrou.” - A eternidade nos preparativos da casa de banho foi para tentar disfarçar a candidiase vaginal…
“Confessou-me que tinha encetado uma relação com a jornalista Maria Elisa [...] que já terminara [...] devido ao consumismo extremo de que ela padecia.” – isto é inveja da classe que a Maria Elisa tem…
“Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor.” – Pankreoflat é a terapêutica de eleição para combater a flatulência, a alternativa mais ao alcance de todos é comer um sabonete do Boticário todos os dias pela manhã…
“Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhes os pêlos das orelhas.” – eu não disse?!?!....será que utilizava tesoura de podar o jardim?
“O Jorge Nuno (Pinto da Costa) alterou-se com o senhor Scolari ao verificar que este não cederia jamais às suas vontades.” – não diz quais eram as suas vontades…
“Sempre que [...] o Jorge Nuno (Pinto da Costa), achava que o árbitro tinha prejudicado o FCP, ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, [...] começando por manifestar a sua indignação [...] mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes.” – nada como um jantar de reconciliação. Que mal tem isso? Devemos ajudar o próximo, nem que seja com uma singela refeição!
“Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte, entre outros, eram visitas da casa. Eram levados pelo empresário António Araújo, bebiam café e comiam chocolatinhos.” – faltou fazer referencia a que tipos de chocolatinhos, se Mon Cheri, Ferrero Roché. Deviam ser Baccio com certeza!
“O Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno (Pinto da Costa), o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como raparigas e outros bens.” - “...como raparigas e outros bens”, reparem como se comparam raparigas a mercadorias, ela é a prova viva de uma mercadoria que depressa ficou fora de prazo….

Ressabiada!!!!

sábado, dezembro 02, 2006

...tudo por causa do Protocolo...

Perdido entre livros e bibliotecas na procura de objectivar e concretizar uma investigação meramente académica e despropositada, são obrigações a que não me posso dar ao luxo de negar. Somado a esta azáfama, a aproximação de um evento em que sou obrigado a ter um papel de algum relevo, leva-me a estudar uma coisa que eu pensava que já estava muito longe de nós…portugueses…O Protocolo…
No Dicionário da Língua Portuguesa encontramos como definição o “
registo dos actos públicos na Idade Média; registo das audiências nos tribunais; formulário que regula os actos públicos; convenção internacional; registo de uma conferência ou deliberação diplomática; cerimonial, formalidades a observar nas recepções de soberanos, nas questões diplomáticas, etc.; etiqueta”. O que mais me suscitou na definição foi a referência à Idade Média…vivendo nós em tempos de modernidade ainda recorremos a modos de funcionamento arcaicos, mas que com eles vem o “politicamente correcto”. Nada em como estar numa instituição com ligações politicas, religiosas e com interesses estratégicos para ter que fazer cumprir um protocolo que me consome horas e neurónios, para que ninguém venha a sofrer consequências por não se fazer cumprir todas as regras de bem representar e apresentar…
Lá vou eu ter que usar gravata, lá vou eu ter que cumprimentar gente snob, asquerosa e pretensiosa…mas que infelizmente tem poder decisório. O que me vale do protocolo é que não há beijos para ninguém…Graças a Deus! Lá teria que beijar caras mal lavadas com um centímetro de maquilhagem em cima, perfumadas com um leve e suave aroma a naftalina.
Nada como uma feira de vaidades em que todos querem ter protagonismo, mesmo que para isso não tenham feito a ponta de um corno…mas cá estão os assistentes, que como eficientes que são, têm capacidade de resposta para quase tudo, mesmo que para isso deixem a sua vida pessoal de lado, em prol dos interesses dos seus soberanos.
Isto tudo para justificar a minha ausência, aqui, na minha casa.
Um abraço a todos que aqui vieram e não me encontraram.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Eu cá não queria estar doente em tempos de Floribela…

Se a Floribela é a figura mais irritante da sociedade moderna portuguesa, depois do incidente da semana passada, acho que devia ser encerrada numa prisão de mulheres de alta segurança…

O incidente…
Ao que parece aquela coisa de telenovela que está a ser transmitida na SIC e dá pelo nome de Floribela, na passada semana serviu-se do Hopital de Santa Maria, privando centenas de utentes e profissionais de aceder a determinados locais deste hospital.
Médicos, enfermeiros, outros profissionais e utentes foram impedidos de circularem por um espaço, que presta um serviço público por sinal, porque a prioridade no Sistema Nacional de Saúde é proporcionar cenários realistas para filmagens de coisas do género. Escusado será dizer que a Administração deste hospital terá arrecadado uns eurositos cujo destino se desconhece à partida. “Melhorias de instalações e equipamentos…” dirão muito apressadamente, mas quem conhece a realidade deste hospital depressa percebe que os serviços a serem melhorados serão certamente aqueles que a grande maioria dos profissionais deste hospital não têm acesso – os gabinetes das pessoas pensantes do hospital – o Conselho de Administração.
O que me choca no meio disto tudo é a conivência passiva dos profissionais de saúde que permitem que o normal funcionamento dos serviços seja comprometido com obscenidades destas. Fiquei a saber que um doente em coma, ligado a um ventilador, ao ser de transferido de um ponto do hospital para outro, teve que fazer o quádruplo ou o quíntuplo do circuito para chegar ao seu destino e se tivesse feito o circuito normal teria feito um caminho muito curto, mas teria incomodado a produção da Floribela e a própria... - quem conhece este hospital sabe que os circuitos não se conseguem fazer em linha recta, sem ter que contornar uma serie de corredores e serviços.
E depois ouvimos discursos que prestam um serviço publico... Provavelmente a emissão da Floribela é, também, um serviço publico...
... eu cá não queria estar doente em tempos de Floribela…


Isso...protege-lhe a cabecinha do Sol...não vá esturricar o último neurónio e precise de usufruir do Sistema Nacional de Saúde....

sexta-feira, novembro 10, 2006

Uma recordação do oriente




Ao passear descontraidamente pelo Saldanha, cruzei-me com alguém que faz parte do meu passado…e talvez do meu presente: se ele não foi o homem da minha vida talvez tenha sido o amor da minha vida, mas…não estávamos destinados um para o outro.
Já não o via há muito tempo, aliás nunca mais nos falámos desde aquele fatídico dia em que fui obrigado a fazer uma escolha…não sei se a minha escolha foi a mais acertada, mas esta escolha deu-lhe um filho. Não posso esquecer o seu olhar amendoado, as suas raízes orientais, a sua forma terna de me dirigir a palavra. Tudo nele me fascinava, a não ser o facto de ser casado... Foi este facto que me forçou a tomar uma decisão. Não seria capaz de suportar uma culpa da destruição de um casamento, fui obrigado a dizer-lhe que não…que tinha outra pessoa. Foi o melhor para ele, e …cobardemente para mim.
Foram tempos loucos de completa insanidade, de nos encontrarmos às escondidas na sua própria casa, de passeios de carro, de noites em que mais parecíamos fugitivos. O contar dos minutos juntos…O seu cheiro que nunca hei-de esquecer…mas a vida não quis que ficássemos juntos…foi o melhor para ele.
Hoje quando o vi, um filme passou-me à frente dos olhos, em que eu e ele fomos protagonistas. Ainda me lembro dele com muita frequência, gostaria que ele se lembrasse de mim…mas apenas das boas coisas, e não do punhal que eu, sem aviso, o atingi. Ainda trago comigo um porta-chaves que ele me deu: uma bota em miniatura da O’Neill.
Depois da ruptura, vim a saber que tinha tido um filho, encontrei-me com ele uma ou duas vezes, cumprimentámo-nos de forma fria e distante, e nem conversámos sequer. Sei que ficou magoado comigo, aliás muito magoado, mas eu não seria capaz de tomar outra decisão. Por isso, creio ter sido a melhor decisão naquela altura e naquele momento.
Ainda me lembro das suas palavras: tu és a minha última cartada... Como se eu fizesse parte do jogo da sua vida. E eu queria ser a cartada da vida dele, mas não fui... fui antes a carta que lhe trouxe a derrota ao jogo.
Hoje, ao fim destes anos que passaram, quando o vi, as minhas pernas ainda tremeram...

domingo, novembro 05, 2006

O Império dos Sentidos… “Cheiras a António!...”

Nada como começar um fim-de-semana no Hipermercado Jumbo a gastar dinheiro. Não que goste muito, mas como fui convidado hoje para um jantar, fica sempre bem levar qualquer coisinha… É desesperante o povo que se junta aqui! Nas caixas de pagamento não se vê muita gente, o que me leva a crer que as pessoas já que não podem gastar dinheiro, vão pelo menos passear, e agora com bancos de jardim no meio dos hipermercados – para descansar?!? - torna-se num espaço de eleição para se passar uma boas horas fora de casa e ao abrigo da chuva. Quanto mais não seja para se bisbilhotar o que as pessoas conhecidas e vizinhos levam nos carrinhos…
- Tenho que começar a usufruir mais do meu horário liberal para fazer compras durante a semana, para não ter que andar aos encontrões e a pedir licença a toda a hora, nem tão pouco para levar com os carrinhos dos outros nos tornozelos... Nesta minha azáfama de comprar a sobremesa e sal para a máquina de lavar-loiça, passo pela secção de produtos de higiene e dou de caras com uma banca e uma senhora a promover o último perfume do António Banderas…
Sempre gostei de perfumes, aliás o olfacto, para mim e certamente para os outros, é dos sentidos que tem uma relação directa com o processamento de emoções e o acumular de recordações. Quantas vezes passo por alguém com um perfume que me traz recordações de alguém, e depressa me despertam sensações de vigília ou serenidade, conforto ou transtorno. É através do olfacto que obtemos alguma informação sobre a origem de cada coisa e, segundo a psicologia, está intimamente relacionado ao instinto de sobrevivência e atracção sexual. É uma questão de fecharmos os olhos e deixarmo-nos invadir por um determinado cheiro que depressa surgem um conjunto de imagens mentais
Os perfumes têm magia, quando os colocamos sentimo-nos mais bonitos e desejáveis. Procuramos no perfume algo que sirva para transmitir e comunicar a nossa personalidade, os sentimentos e as nossas intenções – há muita gente a colocar perfumes em sítios muito singulares…
Retomando no Jumbo…não resisti à curiosidade de como seria cheirar a António Banderas…e a simpática senhora borrifou-me com o ultimo perfume com o nome “António”. Não gostei mesmo nada: parecia álcool misturado com ambientador anti-tabaco. Não satisfeita, a senhora deu-me outra borrifadela do primeiro perfume dele – que não recordo o nome. Não era tão mau quanto o outro, mas seria muito pouco provável vir a usá-lo… Afastei-me com ar enjoado e disse-lhe que não me agradaram muito…De certo que irá ter muito sucesso em termos de perfumaria de super-mercado por altura do Natal, aliás o preço de qualquer um rondava os €17.00, convidativo hein?!...
Tenho que avisar todos os meus amigos que detestei o cheiro, não vá algum amigo mais ecléctico lembrar-se de mo oferecer pelo Natal.
Não que desgoste do senhor, muito antes pelo contrário, mas não suportaria que me dissessem… “Cheiras a António!...”

Os meus cheiros e a minha fidelidade a eles, por ordem cronológica:
- Paloma Picasso – Minotaure – durante 1 ano
- Jean-Paul Gaultier – Le Male – durante os anos loucos da minha vida (saudades do Frágil, Keops, Primas, Portas Largas, 7º Céu, Trumps, Alcântara, Benzina, Kremlin, e os táxis de Lisboa que me levavam a todo o lado…)
- Ô de Lancome pour Homme – perfume descontinuado para meu desespero
- Calvin Klein - One – …para não ser muito gay…LOL
- Calvin Klein - Bi – ….okay…podia ser um bocadinho gay…
- Giorgio Armani - Aqua de Gio – numa altura de mudança de vida
- Ralph Lauren - Polo – para a manutenção e regulação da mudança de vida
- Calvin Klein – Craven – actualmente, alternando com
- Carolina Herrera – 212

quarta-feira, novembro 01, 2006

As cadelas apressadas...


Não há nada pior que nos precipitarmos e tomar decisões sem as reflectir... para quem ia correr a maratona acabei de dar um tiro no pé! Há remedio!?...não sei...É essa incapacidade de saber dizer simplesmente "não" que ainda há-de ser a minha destruição. Pelo reconhecimento publico das minhas competencias pelos outros, as solicitações não param, as respostas sempre afirmativas e a corda ao pescoço a apertar cada vez mais.
No entanto, não se espera que eu falhe...
As cadelas apressadas parem os cachorros cegos...