quarta-feira, janeiro 31, 2007
sábado, janeiro 27, 2007
Filme "O Escolhido"....ou melhor o mal escolhido!....
português foi baptizado de O Escolhido.O trailler prometia: um thriller com suspense à mistura com ingredientes sobrenaturais. O início da história dá a entender uma história semelhante à Vila (The Village) do realizador M. Night Shyamalan. Semelhante no sentido da existência de uma comunidade isolada da sociedade actual com costumes e rituais próprios vivendo uma vida de auto-subsistência, e que de repente se vê envolvida num desaparecimento de uma
garota…- Mais não conto! Portanto, o filme prometia! Para além do facto de ser protagonizado por Nicolas Cage que eu sou fan desde o filme Coração Selvagem do David Lynch.O Nicolas Cage foi a segunda desilusão: mais maquilhado que nunca, ou então deixaram-no esturricar num solário.
O seu cabelo pintado de preto, padecendo já de uma halopecia considerável é mantido firme com kilos de laca. Já para não falar do péssimo trabalho de odontologia cujos dentes - que já não são os dele – mais parecem os de uma dentadura de um equino, muito artificiais mesmo – mau trabalho protésico.
Os seus conselheiros de imagem estão a fazer-lhe um péssimo trabalho: está com uma imagem muito postiça. O elenco não é nada de especial, a história podia ser muito boa se um realizador tipo M. Night Shyamalan pegasse nela. Tanto quanto sei, é um remake que eu desconheço o original.
O fim do filme é uma surpreendente desilusão parecendo um coito interrompido.
Concluindo: um filme verdadeiramente dispensável.
Posted by Manuel at 15:53 7 confissões
terça-feira, janeiro 23, 2007
Piercings - uma questão cultural, ou simplesmente moda?
Em tempos eu achava muito exótico e sensual o uso de um piercing discreto na cartilagem da orelha, no entanto já achava, e continuo a achar, nojento um piercing de língua lembrando-me a personagem da Rosanne Arquette no Filme Pulp Fiction em que um dos objectivos seria melhorar a felação…Já para não falar nas questões higiénicas e na dicção estranha que os seus usuários apresentam…
Em contrapartida achava que um homem com um corpo bonito ficaria muito bem com um piercing de mamilo, até ao dia que na Grécia, mais concretamente em Mykonos, vi um sujeito de, aproximadamente, 70 anos com um nesta região anatómica…e o espectáculo não podia ser mais ridículo: prega cutânea acentuada, rugas, distenção mamilar (mamilo tipo pêndulo) e um piercing…
Hoje em dia não tenho qualquer fascínio por piercings, aliás sempre que vejo algum imagino as condições de higiene e assepsia em que eles foram realizados…ainda hoje me lembro, no Hospital de S. Francisco Xavier, de uma sujeita de 23 anos cuja orelha esquerda foi amputada por infecção da cartilagem…tudo por causa de um piercing.
Para os adolescentes e jovens, colocar um piercing significa diferenciar-se do grupo, ou ter um sentimento de pertença a outro, ou até mesmo por querer ser diferente e com características próprias. Esta última justificação não me parece ser muito plausível, uma vez que se tornou banal a utilização de piercings até nos sítios mais estranhos – como confere a imagem…
No entanto, o piercing ainda é visto como algo de marginal conduzindo a preconceitos e segregações. Preconceitos que são activados pelas entidades empregadoras quando se deparam com jovens que procuram emprego, ou até mesmo a entrada para alguns circuitos sócio-profissionais a ostentação de piercings é proibida.
Hoje lembrei-me de escrever isto por assistir a uma discussão que envolvia juízos de valor sobre uma pessoa que usava um singelo e discreto piercing na orelha, para além das vulgares pérolas que trazia…discussões de gente estúpida, não?!?
Posted by Manuel at 16:52 22 confissões
segunda-feira, janeiro 15, 2007
"Babel", ou o vómito da supremacia americana
Brad Pitt, numa versão mais madura e longe da imagem de sex symbol desempenha um papel de forma verosímil retratando bem a angustia de um homem que vê a sua mulher atingida por uma arma de fogo num pais do terceiro mundo. Cate Blanchet: mal empregada para um papel sem relevo. Qualquer actriz menos conceituada faria-o na perfeição: ela geme, chora, urina-se pelas pernas abaixo e perde os sentidos...nada de especial.
A história e a mensagem politica: coitados dos americanos que estão á mercê de vândalos dentro e fora do pais.
Dentro dos EUA, o seu próprio pais, são “atacados” por aquela máfia de porcos que são os mexicanos. Servem para fazer todo o trabalho sujo que os americanos não fazem, são retratados de uma forma pouco digna mesmo quando as imagens são filmadas no méxico: que porcos que eles são... Fora do pais, são atacados por tribos terceiro mundistas e nem mesmo os europeus são bem retratados aqui: abandonam Brad Pitt numa aldeia marroquina uma vez que não suportam o calor e a camioneta não pode ficar a funcionar só com o ar condicionado.
Detestei o filme e a realização não foi nada de especial. O que a meu ver salvou o filme foi a fotografia que bem retratou o deserto marroquino com as suas gentes, que vão sobrevivendo num meio hostil e sem recursos nenhuns. Estive lá há dois anos e a pobreza é mesmo aquela.
Posted by Manuel at 14:27 8 confissões
sábado, janeiro 13, 2007
Muscle Maries e depiladas...
Durante a minha adolescência tive alguns complexos relacionados com a minha auto-imagem uma vez que tinha muitos pelos corporais ao contrário dos meus amigos que tinham pouquíssimos ou até mesmo nenhuns. Sempre tive receio de ser associado ao Tony Ramos, embora essa realidade estivesse muito distante, acho que na altura devia ter uma Desordem Dismórfica Corporal.... Ainda me cheguei a depilar com um spray depilatório…o pior foi quando começaram a crescer e a comichão deixava-me doido! Rapei o tórax, mas deixei os meus queridos pelos púbicos, sinal de maturidade e virilidade…eu era muito macho…
Foi já há alguns anos quando numa praia naturista portuguesa, o Meco por sinal, devia eu ter para aí uns 14 ou 15 anos, que vi um homem completamente rapado, contrariando todas as minhas fantasias sexuais associadas às imagens retidas de filmes pornográficos. Voltei anos mais tarde a encontrar, nessas mesma praias, e cada vez com mais frequência homens, novos e velhos desprovidos de quaisquer pêlos, incluindo os famosos pelos púbicos. Associei imediatamente a promiscuidade sexual e o facto de se raparem seria para prevenir chatos e afins…
Hoje em dia no ginásio encontram-se as famosas Muscle Maries, muito musculadas e totalmente rapadas…Se bem que os meios de comunicação transformaram a imagem do homem musculado e sem pelos num objecto sexual, mas ainda não percebi bem a utilidade de se raparem pelos púbicos…nem imagino a comichão que devem dar quando eles começam a crescer…Uma das razões apontadas seria de facto para a manutenção de uma melhor higiene… – ora, eu mantendo os meus pelos púbicos acredito que consigo assegurar uma higiene adequada à minha genitália e não preciso de me rapar para me lavar melhor…Outra razão apontada…e que me fez algum sentido, sob ponto de vista cinematográfico, é que um homem sem pelos púbicos transmite a ilusão do seu membro viril ser maior, uma vez que não fica camuflado com a abundante vegetação, e nos filmes porno, poucos são os homens com pelos púbicos…será que é mesmo para parecerem maiores?! Agora todos querem parecer como o John Holmes?...
Uma outra razão…será que é para aumentar o prazer de quem pratica sexo oral e não tenha que cuspir pelos púbicos?!...
Duvidas existenciais que me atormentam...
Posted by Manuel at 01:17 21 confissões
domingo, janeiro 07, 2007
Um habitat “quase natural”…
Embora a cadeira de etologia nunca tenha sido o meu forte – fui a exame quatro vezes…- hoje senti-me um verdadeiro Konrad Lorenz numa observação participativa do verdadeiro ecossistema que é um ginásio. É muito curiosa a observação da fauna que aqui co-habita numa perfeita harmonia com uma competição subtil a vários níveis entre as diferentes espécies e intra-espécies.
Coloquei-me no meu banco de remo, com vista privilegiada sobre todo o ginásio e pude assim observar um ecossistema em plena actividade e depressa validei algumas teorias, especialmente a teoria evolucionista e da selecção natural.
As espécies observadas, embora distintas quanto ao seu processo de sobrevivência, vivem num estado de harmonia, no entanto verifica-se uma disputa territorial no espaço que é destinado aos pesos livres e halteres, onde a predominância são de machos de grandes dimensões, de ar rude, braços e trocos largos e alimentam conversas cujos temas não vão além de “futebol, gajas e proteínas”…
Identificam-se também fêmeas quarentonas em quantidade considerável que preferem observar esses machos dominantes e convertem os exercícios físicos em verdadeiros rituais de acasalamento…de notar que algumas têm sorte.
Em menor quantidade, encontram-se adolescentes magrinhos e franzinos que procuram desesperadamente ficar como o Arnold Schwarzenegger. Sempre que fazem um exercício de braços procuram um espelho e discretamente fazem poses para ver os progressos de massa muscular…sem grande sucesso imediato, entenda-se…

Depois, em muito menor quantidade encontram-se algumas bichas que tudo fazem para chamar a atenção, desde cantar a musica que se está a ouvir e a fitar os machos dominantes nos olhos, ou a fazer subtis passos de dança enquanto mudam de máquina apressando-se a verificar se alguém notou por elas…enfim, mais um ritual de acasalamento cujos resultados não são sempre os melhores, uma vez que passam mais tempo nos balneários do que propriamente a fazer exercícios.
A observação não fica por aqui, existem mais espécies que aqui convivem, mas como não levei a minha grelha de observação para os devidos registos de interacção, ficam outros dados por relatar…
Posted by Manuel at 18:16 18 confissões
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Tão asséptico quanto o branco
“Sempre gostei de branco…sempre gostei de uma folha em branco, um espaço virgem pronto a ser desbravado por quem quiser…é o branco imaculado…o branco asséptico, puro…É a minha projecção no branco, nas linhas que escrevo, naquilo que gostaria de ser, de fazer e de estar. Uma folha branca, uma noite em branco, hoje tive uma branca…o branco acompanha-nos sempre…o baptizado é branco, a comunhão é branca, o casamento é branco…e a nossa mortalha de branco é…e depois disso? A morte é negra, profunda, imensa. Prefiro a finitude do branco…é limpo”
- estou frio como a mais pura neve branca.
Posted by Manuel at 00:27 11 confissões
domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 30, 2006
All Good Things Come To An End
Fui ao cinema ver “Déjà vu” com Denzel Washington. Não morro de amores por ele, mas atendendo ao titulo e após ter sido convenientemente convencido por uma amiga…lá fui ao Fórum Almada. A sala estava cheia, sessão da 9h20, e ela continuava a dizer “Tas a ver a sala tá cheia porque o filme é bom…”. Ora, argumentos deste tipo, para mim, não são válidos para me convencerem de que um filme é de facto bom…deixa ver…
Após umas explosões e na antecipação de ser um filme policial com acção, depressa sou surpreendido com tecnologia demasiadamente espantosa para poder ser credível…e de facto lá está…é uma tecnologia de ponta (só na América mesmo!!!...): é uma máquina do tempo!!!! Dá para acreditar?!? Agora andam a brincar ao Júlio Verne…após esta constatação, todo o resto do filme foi altamente previsível…ninguém morreu a não ser o mau…
Para terminar o ano enfiei um barrete de filme!
A minha disposição também não tem sido das melhores, estas épocas são altamente convidativas a estados depressivos, o que me tem valido é que tenho avançado com a minha tese…sempre vou mantendo os neurónios ocupados.
Aqui fica a banda sonora da minha vida neste momento actual.
...cada vez estou mais distante de ti...
E não é que não achava muita piada à Nelly Furtado?!?!?...
"All Good Things (Come To An End)" Nelly Furtado
Honestly what will become of me
don't like reality
It's way too clear to me
But really life is daily
We are what we don't see
Missed everything daydreaming
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Flames to dust 
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Traveling I only stop at exits
Wondering if I'll stay
Young and restless
Living this way I stress less
I want to pull away when the dream dies
The pain sets it and I don't cry
I only feel gravity and I wonder why
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
come to an end come to an
Why do all good things come to end?
come to an end come to an
Why do all good things come to an end?
Well the dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Die die die die die
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
come to an end come to an
Why do all good things come to end?
come to an end come to an
Why do all good things come to an end?
Well the dogs were barking at a new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon
And the sun was wondering if
it should stay away for a day 'til the feeling went away
And the sky was falling on the clouds were dropping and
the rain forgot how to bring salvation
the dogs were barking at the new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon so that they could die
Posted by Manuel at 01:05 5 confissões
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Uma carta diferente para o Pai Natal…

Recebi esta mensagem neste Natal, assim como muitos de vós, e não resisti em rescrevê-la...
O Joazinho escreveu uma carta ao Pai Natal:
"Seu barrigudo cegueta do caralho, todos os anos te escrevo a pedir um carro dos bombeiros e tu só me ofereces meias e cuecas, quando passares à frente da minha casa com as renas vou-te foder todo à pedrada!"
O Pai Natal responde:
"Este Natal compenso-te: vou pôr fogo à tua casa, meu grande filho da puta, não te vão faltar carros dos bombeiros!"
Feliz Natal
- Não é uma delicia?!?...
Posted by Manuel at 23:04 5 confissões
sexta-feira, dezembro 22, 2006
terça-feira, dezembro 19, 2006
Amores com Bata Branca...
Segunda-feira às 9h00 da manhã no bar do HSM, lá estava eu a beber o meu café duplo que me iria manter desperto durante o dia. Os livros eram a minha única companhia, esperava por um colega. Era a hora que toda gente que aqui trabalha toma o pequeno almoço. É como uma nuvem branca de gente vestida de branco e que de um momento para o outro vão chegando aos poucos: médicos, enfermeiros, estudantes e outros. Entre gargalhadas e seriedade se contam os fins-de-semana, as quezílias do serviço, as fofocas de quem viu quem e com quem, os concursos impugnados…enfim…um antro de alcoviteiras diferenciadas…Quando menos esperava, tu entraste com um grupo de gente, todos de bata branca, e o teu olhar dirigiu-se de imediato a mim. Não conseguiste esconder a surpresa e perturbação de me ver ali – quem e o quê seria eu, que na noite anterior vestia um casaco de cabedal e tinha ar de rufia, e que hoje vestia uma camisa ao xadrez e trazia um pullover pelas costas com ar de beto?... querias saber quem eu era…querias prestar atenção ao que te diziam, mas o teu olhar ora se centrava no grupo ora se fixava em mim. Encontro estranho, não?!...
Fui te seguindo com o olhar, esboçaste um sorriso subtil que só eu percebi. Fiquei quieto e olhei para o relógio. O meu colega acabou por chegar já atrasado, tive que ir. Deixei-te naquele momento mergulhado naquela nuvem de gente vestida de branco, seguiste me com o olhar, quis arrastar-te com os meus olhos…mas não consegui.
Á hora do almoço procurei em vão por ti no mesmo sítio, mas não estavas…o sábado seguinte foi nosso …
…and the rest is history…
Posted by Manuel at 00:30 8 confissões
domingo, dezembro 17, 2006
Já sou Beta...
Não, não me vesti de mulher...a loucura ainda não deu para isso...Já me converti ao Blogg Beta version. Isto porque ainda estava no formato antigo o que me impedia de fazer comentários em outros blogs Beta. Fiquei contente de inicio, uma vez que não me desconfigurou a página, a não ser alguns acentos que ainda tenho que refazer. No entanto ainda não consigo comentar nuns quantos...alguém que consiga comentar aqui e me diga o que deva fazer....Pleaaaaassseee...
Posted by Manuel at 02:57 5 confissões
quinta-feira, dezembro 14, 2006
“O Natal é quando o Homem quiser”…então, acho que não me apetece Natal este ano…
A loucura já começou desde o princípio do mês. Tornou-se insuportável frequentar centros comerciais: entre o atropelo das pessoas, o histerismo, a dificuldade em estacionar – como tenho saudades dos transportes públicos…- os preços das coisas e as canções de Natal que invadem todos os espaços e que perturbam a sanidade mental de qualquer um…já estou um bocadinho farto…Os Pais Natais enforcados em todas as janelas dos meus vizinhos...estou para ver o dia em que os ladrões vestidos de Pai Natal começam a assaltar casas pelas janelas e ninguém se importa. Nunca as lojas tiveram tanto merchandising de Natal como agora: são as renas, são os anjos, são os pais natais de toda a cor e feitio, presépios de todos os tamanhos…nunca tive paciência para andar às compras, mas agora comprar prendas para meio mundo…eu devia era tirar férias para a Nova Zelândia e só regressar em meados de Janeiro…pelo menos gastava dinheiro só comigo….FORRETA!
È que para mim é uma dificuldade muito grande em comprar prendas: 1º- sou F-O-R-R-E-T-A; 2º- os perfumes são pessoais; 3º- as roupas são mais pessoais ainda…; 4º bugigangas para pôr em cima do pexixé é dinheiro mal gasto…mal gasto por existirem pexixés (que é de muito mau gosto), e mal gasto porque em cima do pexixé já deve existir alguma coisa (tipo uma boneca sevillhana...). E não me está a apetecer oferecer prendas para as pessoas guardarem e oferecerem a outros no próximo Natal…Os chocolates são de facto a solução…famosos, contribuem para a engorda, são otimos antes e depois do sexo, fazem bem aos diabetes, fazem bem ás caries da minha amiga dentista - CABRA! (por cada consulta cobra-me €50.00, e não quer ADSE, compreende-se, não?!....) - e até os amigos do Pinto da Costa comem “chocolatinhos…”. Áh!…Não me tinha ainda lembrado, ainda, do actual Best Seller português…”Eu Carolina”…- Não posso!…está esgotado.
E a mim?...o que será que o Pai Natal me vai trazer? Com tanta forretisse minha talvez não me traga nada…bem... mas se for um destes aqui de baixo…não me importo nada que venha de mãos a abanar...
Portem-se bem....mal!
Posted by Manuel at 21:57 10 confissões
sábado, dezembro 09, 2006
A Cinderela dos tempos modernos....lixou-se!!!
Não que morra de amores pelo senhor em questão mas acho execrável o facto dela neste momento estar a expor uma vida partilhada, com segredos sob formato de livro com manchetes em tudo quanto é sitio. Se ela achava tão mal que o sr Pinto da Costa convidasse árbitros para a sua casa e lhes pagava alguns favores, porquê só agora que ela trás a publico tudo isso? Mesmo que existisse amor entre os dois – que eu tenho algumas dúvidas…mas quem sou eu para duvidar do amor entre a bela e o monstro – será legitimo que após de um relacionamento terminar, descrever uma vida e tudo aquilo que se passava entre quatro paredes? Caso para dizer zangam-se as comadres descobrem-se as verdades.
Os segredos, sejam eles bons ou maus, são para se manter. Ou se fala na altura certa ou então calem-se para sempre.
Citando a Carolina…
“Nada tem de promíscuo trabalhar em bares como o Calor da Noite” - vulgo casa de putas.. “Promiscuidade é o que existe no mundo do futebol, onde é moda, fica bem e dá status ter relações extraconjugais e quase todos as têm.” – não é só no futebol, minha cara, mas compreende-se que o mundo para esta senhora seja pequenino…
“Certa noite, ao despedir-se de mim, não me deu um beijo na cara, como era usual, mas um beijo na boca [...] estava completamente apaixonada [...]” – romântico não…esperem pelos peidos!....
“Demorei uma eternidade na casa de banho a tentar evitar o inevitável [...] Ele já me esperava, pacientemente, na cama [...] E vivi uma linda e inesquecível noite de amor.” – não refere, no entanto, quanto lhe cobrou.” - A eternidade nos preparativos da casa de banho foi para tentar disfarçar a candidiase vaginal…
“Confessou-me que tinha encetado uma relação com a jornalista Maria Elisa [...] que já terminara [...] devido ao consumismo extremo de que ela padecia.” – isto é inveja da classe que a Maria Elisa tem…
“Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor.” – Pankreoflat é a terapêutica de eleição para combater a flatulência, a alternativa mais ao alcance de todos é comer um sabonete do Boticário todos os dias pela manhã…
“Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhes os pêlos das orelhas.” – eu não disse?!?!....será que utilizava tesoura de podar o jardim?
“O Jorge Nuno (Pinto da Costa) alterou-se com o senhor Scolari ao verificar que este não cederia jamais às suas vontades.” – não diz quais eram as suas vontades…
“Sempre que [...] o Jorge Nuno (Pinto da Costa), achava que o árbitro tinha prejudicado o FCP, ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, [...] começando por manifestar a sua indignação [...] mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes.” – nada como um jantar de reconciliação. Que mal tem isso? Devemos ajudar o próximo, nem que seja com uma singela refeição!
“Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte, entre outros, eram visitas da casa. Eram levados pelo empresário António Araújo, bebiam café e comiam chocolatinhos.” – faltou fazer referencia a que tipos de chocolatinhos, se Mon Cheri, Ferrero Roché. Deviam ser Baccio com certeza!
“O Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno (Pinto da Costa), o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como raparigas e outros bens.” - “...como raparigas e outros bens”, reparem como se comparam raparigas a mercadorias, ela é a prova viva de uma mercadoria que depressa ficou fora de prazo….
Ressabiada!!!!
Posted by Manuel at 17:51 13 confissões
sábado, dezembro 02, 2006
...tudo por causa do Protocolo...
Perdido entre livros e bibliotecas na procura de objectivar e concretizar uma investigação meramente académica e despropositada, são obrigações a que não me posso dar ao luxo de negar. Somado a esta azáfama, a aproximação de um evento em que sou obrigado a ter um papel de algum relevo, leva-me a estudar uma coisa que eu pensava que já estava muito longe de nós…portugueses…O Protocolo…
No Dicionário da Língua Portuguesa encontramos como definição o “ registo dos actos públicos na Idade Média; registo das audiências nos tribunais; formulário que regula os actos públicos; convenção internacional; registo de uma conferência ou deliberação diplomática; cerimonial, formalidades a observar nas recepções de soberanos, nas questões diplomáticas, etc.; etiqueta”. O que mais me suscitou na definição foi a referência à Idade Média…vivendo nós em tempos de modernidade ainda recorremos a modos de funcionamento arcaicos, mas que com eles vem o “politicamente correcto”. Nada em como estar numa instituição com ligações politicas, religiosas e com interesses estratégicos para ter que fazer cumprir um protocolo que me consome horas e neurónios, para que ninguém venha a sofrer consequências por não se fazer cumprir todas as regras de bem representar e apresentar…
Lá vou eu ter que usar gravata, lá vou eu ter que cumprimentar gente snob, asquerosa e pretensiosa…mas que infelizmente tem poder decisório. O que me vale do protocolo é que não há beijos para ninguém…Graças a Deus! Lá teria que beijar caras mal lavadas com um centímetro de maquilhagem em cima, perfumadas com um leve e suave aroma a naftalina.
Nada como uma feira de vaidades em que todos querem ter protagonismo, mesmo que para isso não tenham feito a ponta de um corno…mas cá estão os assistentes, que como eficientes que são, têm capacidade de resposta para quase tudo, mesmo que para isso deixem a sua vida pessoal de lado, em prol dos interesses dos seus soberanos.
Isto tudo para justificar a minha ausência, aqui, na minha casa.
Um abraço a todos que aqui vieram e não me encontraram.
Posted by Manuel at 22:27 8 confissões
segunda-feira, novembro 13, 2006
Eu cá não queria estar doente em tempos de Floribela…
Se a Floribela é a figura mais irritante da sociedade moderna portuguesa, depois do incidente da semana passada, acho que devia ser encerrada numa prisão de mulheres de alta segurança…
O incidente…
Ao que parece aquela coisa de telenovela que está a ser transmitida na SIC e dá pelo nome de Floribela, na passada semana serviu-se do Hopital de Santa Maria, privando centenas de utentes e profissionais de aceder a determinados locais deste hospital.
Médicos, enfermeiros, outros profissionais e utentes foram impedidos de circularem por um espaço, que presta um serviço público por sinal, porque a prioridade no Sistema Nacional de Saúde é proporcionar cenários realistas para filmagens de coisas do género. Escusado será dizer que a Administração deste hospital terá arrecadado uns eurositos cujo destino se desconhece à partida. “Melhorias de instalações e equipamentos…” dirão muito apressadamente, mas quem conhece a realidade deste hospital depressa percebe que os serviços a serem melhorados serão certamente aqueles que a grande maioria dos profissionais deste hospital não têm acesso – os gabinetes das pessoas pensantes do hospital – o Conselho de Administração.
O que me choca no meio disto tudo é a conivência passiva dos profissionais de saúde que permitem que o normal funcionamento dos serviços seja comprometido com obscenidades destas. Fiquei a saber que um doente em coma, ligado a um ventilador, ao ser de transferido de um ponto do hospital para outro, teve que fazer o quádruplo ou o quíntuplo do circuito para chegar ao seu destino e se tivesse feito o circuito normal teria feito um caminho muito curto, mas teria incomodado a produção da Floribela e a própria... - quem conhece este hospital sabe que os circuitos não se conseguem fazer em linha recta, sem ter que contornar uma serie de corredores e serviços.
E depois ouvimos discursos que prestam um serviço publico... Provavelmente a emissão da Floribela é, também, um serviço publico...
... eu cá não queria estar doente em tempos de Floribela…
Posted by Manuel at 22:54 14 confissões
sexta-feira, novembro 10, 2006
Uma recordação do oriente

Ao passear descontraidamente pelo Saldanha, cruzei-me com alguém que faz parte do meu passado…e talvez do meu presente: se ele não foi o homem da minha vida talvez tenha sido o amor da minha vida, mas…não estávamos destinados um para o outro.
Já não o via há muito tempo, aliás nunca mais nos falámos desde aquele fatídico dia em que fui obrigado a fazer uma escolha…não sei se a minha escolha foi a mais acertada, mas esta escolha deu-lhe um filho. Não posso esquecer o seu olhar amendoado, as suas raízes orientais, a sua forma terna de me dirigir a palavra. Tudo nele me fascinava, a não ser o facto de ser casado... Foi este facto que me forçou a tomar uma decisão. Não seria capaz de suportar uma culpa da destruição de um casamento, fui obrigado a dizer-lhe que não…que tinha outra pessoa. Foi o melhor para ele, e …cobardemente para mim.
Foram tempos loucos de completa insanidade, de nos encontrarmos às escondidas na sua própria casa, de passeios de carro, de noites em que mais parecíamos fugitivos. O contar dos minutos juntos…O seu cheiro que nunca hei-de esquecer…mas a vida não quis que ficássemos juntos…foi o melhor para ele.
Hoje quando o vi, um filme passou-me à frente dos olhos, em que eu e ele fomos protagonistas. Ainda me lembro dele com muita frequência, gostaria que ele se lembrasse de mim…mas apenas das boas coisas, e não do punhal que eu, sem aviso, o atingi. Ainda trago comigo um porta-chaves que ele me deu: uma bota em miniatura da O’Neill.

Depois da ruptura, vim a saber que tinha tido um filho, encontrei-me com ele uma ou duas vezes, cumprimentámo-nos de forma fria e distante, e nem conversámos sequer. Sei que ficou magoado comigo, aliás muito magoado, mas eu não seria capaz de tomar outra decisão. Por isso, creio ter sido a melhor decisão naquela altura e naquele momento.
Posted by Manuel at 23:28 9 confissões
domingo, novembro 05, 2006
O Império dos Sentidos… “Cheiras a António!...”
Nada como começar um fim-de-semana no Hipermercado Jumbo a gastar dinheiro. Não que goste muito, mas como fui convidado hoje para um jantar, fica sempre bem levar qualquer coisinha… É desesperante o povo que se junta aqui! Nas caixas de pagamento não se vê muita gente, o que me leva a crer que as pessoas já que não podem gastar dinheiro, vão pelo menos passear, e agora com bancos de jardim no meio dos hipermercados – para descansar?!? - torna-se num espaço de eleição para se passar uma boas horas fora de casa e ao abrigo da chuva. Quanto mais não seja para se bisbilhotar o que as pessoas conhecidas e vizinhos levam nos carrinhos…
- Tenho que começar a usufruir mais do meu horário liberal para fazer compras durante a semana, para não ter que andar aos encontrões e a pedir licença a toda a hora, nem tão pouco para levar com os carrinhos dos outros nos tornozelos... Nesta minha azáfama de comprar a sobremesa e sal para a máquina de lavar-loiça, passo pela secção de produtos de higiene e dou de caras com uma banca e uma senhora a promover o último perfume do António Banderas…
Sempre gostei de perfumes, aliás o olfacto, para mim e certamente para os outros, é dos sentidos que tem uma relação directa com o processamento de emoções e o acumular de recordações. Quantas vezes passo por alguém com um perfume que me traz recordações de alguém, e depressa me despertam sensações de vigília ou serenidade, conforto ou transtorno. É através do olfacto que obtemos alguma informação sobre a origem de cada coisa e, segundo a psicologia, está intimamente relacionado ao instinto de sobrevivência e atracção sexual. É uma questão de fecharmos os olhos e deixarmo-nos invadir por um determinado cheiro que depressa surgem um conjunto de imagens mentais
Os perfumes têm magia, quando os colocamos sentimo-nos mais bonitos e desejáveis. Procuramos no perfume algo que sirva para transmitir e comunicar a nossa personalidade, os sentimentos e as nossas intenções – há muita gente a colocar perfumes em sítios muito singulares…
Retomando no Jumbo…não resisti à curiosidade de como seria cheirar a António Banderas…e a simpática senhora borrifou-me com o ultimo perfume com o nome “António”. Não gostei mesmo nada: parecia álcool misturado com ambientador anti-tabaco. Não satisfeita, a senhora deu-me outra borrifadela do primeiro perfume dele – que não recordo o nome. Não era tão mau quanto o outro, mas seria muito pouco provável vir a usá-lo… Afastei-me com ar enjoado e disse-lhe que não me agradaram muito…De certo que irá ter muito sucesso em termos de perfumaria de super-mercado por altura do Natal, aliás o preço de qualquer um rondava os €17.00, convidativo hein?!...
Tenho que avisar todos os meus amigos que detestei o cheiro, não vá algum amigo mais ecléctico lembrar-se de mo oferecer pelo Natal.
Não que desgoste do senhor, muito antes pelo contrário, mas não suportaria que me dissessem… “Cheiras a António!...”
Os meus cheiros e a minha fidelidade a eles, por ordem cronológica:
- Paloma Picasso – Minotaure – durante 1 ano
- Jean-Paul Gaultier – Le Male – durante os anos loucos da minha vida (saudades do Frágil, Keops, Primas, Portas Largas, 7º Céu, Trumps, Alcântara, Benzina, Kremlin, e os táxis de Lisboa que me levavam a todo o lado…)
- Ô de Lancome pour Homme – perfume descontinuado para meu desespero
- Calvin Klein - One – …para não ser muito gay…LOL
- Calvin Klein - Bi – ….okay…podia ser um bocadinho gay…
- Giorgio Armani - Aqua de Gio – numa altura de mudança de vida
- Ralph Lauren - Polo – para a manutenção e regulação da mudança de vida
- Calvin Klein – Craven – actualmente, alternando com
- Carolina Herrera – 212
Posted by Manuel at 02:34 9 confissões
quarta-feira, novembro 01, 2006
As cadelas apressadas...

Não há nada pior que nos precipitarmos e tomar decisões sem as reflectir... para quem ia correr a maratona acabei de dar um tiro no pé! Há remedio!?...não sei...É essa incapacidade de saber dizer simplesmente "não" que ainda há-de ser a minha destruição. Pelo reconhecimento publico das minhas competencias pelos outros, as solicitações não param, as respostas sempre afirmativas e a corda ao pescoço a apertar cada vez mais.
No entanto, não se espera que eu falhe...
As cadelas apressadas parem os cachorros cegos...
Posted by Manuel at 11:25 3 confissões
quinta-feira, outubro 26, 2006
Diz me o que vestes que eu dir-te-ei quem és…ou não?!
Ontem fui a uma das nossas famosas livrarias de Lisboa procurar por um livro que se encontra esgotado em Portugal Há muito tempo. Fiquei deliciado ao saber que o poderia ter daqui por dois meses…vindo do Brasil! Pois bem vou ler literatura cinetifica em português falado no brasil…legau…bacana…que vómito. Mas enfim é o que se pode arranjar.
No acto da encomenda a jovem que me atendeu pedi-me o meu telefone e obviamente o nome. “Manuel”.
A determinada altura esta jovem, após confirmar nas outras cidades do país a inexistência do livro, diz-me “Oh Manel…vai ter memo que esperar dois meses…”.
A minha parceira de trabalho que me acompanhava, Mariana, jovem de quarenta anos, muito dondoca, por sinal, mas muito minha amiga vira-se de costas para a jovem funcionária e diz em tom audível “Oh Manel?!... Oh Manel?!”. Inevitavelmente provocou um momento de embaraço nesta funcionária que não conseguiu esconder o rubor na sua face. Ficou perdida, não sabia como iria me dirigir novamente.
Apressei a conclusão da encomenda, e a minha amiga Mariana, que estava estremamente incomodada com este abuso de confiança fez-me uma dissertação da necessidade de se usar fato e gravata!!!!....
Como se o fato e gravata definisse o posicionamento sócio-cultural e económico de uma pessoa. “Assim manténs o respeito…” continuava ela. Qual respeito? Pergunto eu? Um homem é o que é, não pela roupa que enverga, mas sim pelas suas acções e forma de estar na vida.
Eu cá continuo a preferir as t-shirts, as swetshirts, as calças de ganga – quanto mais russas melhor - os tennis, embora reconheça que existem momentos e sacrifícios para tudo.
A conversa começou a azedar quando fiz referencia que pessoas como ela vestem para impressionar os outros…Tive que pôr ponto final a uma discussão estúpida provocada por uma atitude menos reflectida de uma funcionária de livraria, que não conhece as regras de etiqueta e de atendimento ao publico.
O que acontece é que o meu organismo rejeita gravatas…deve ser alguma coisa congénita!!!....
Posted by Manuel at 19:48 15 confissões
domingo, outubro 22, 2006
Apontamento musical...patrocinado pelo Banco Millenium...LOL
Ontem fui ao Pavilhão Atlântico assistir um espectáculo musical promovido pelo Banco Millenium. O pavilhão estava cheio de gente que, certamnete, não foi lá pelos artistas mas sim pelo facto de poderem assistir a um evento nesta sala de espectáculos com “comes e bebes incluidos” de borla…
A passividade de todos aqueles que estavam sentados era agoniante, ao passo que as pessoas que se encontravam de pé junto ao palco compensavam com alguma euforia.
Após ter levado quase duas horas para chegar ao Pavilhão Atlântico, com um transito estúpido e parques de estacionamento a abarrotar, finalmente cheguei quando os fabulosos Clã davam inicio à sua actuação. Obviamente que não assisti à Sara Tavares, o que não me incomodou muito. Os Clã eram o meu objectivo principal, e eventualmente o Rui Veloso.
Os Clã superaram toda e qualquer expectativa, levaram ao rubro todos aqueles que assistiam de pé com musicas como o "Sopro do Coração" e "Dançar na Corda Bamba" em que a Manuela Azevedo, vocalista, conseguiu de uma forma absolutamente fabulosa transmitir uma energia altamente contagiante. O melhor momento deles, a meu ver, foi com “Problema de Expressão” em que se ouvia em uníssono a letra desta espantosa musica por todo o pavilhão.
A seguir entrou o Rui Veloso que, embora tenha cantado algumas músicas, daquelas bem velhinhas que todos nós sabemos, conseguiu estragá-las todas com vocalizações que não lembravam à Ana Malhoa. Absolutamente triste! Abandonei o recinto após a quarta musica completamente desiludido. A idade devia trazer-lhe sabedoria, mas não. Estas improvisações e inovações vocais desvirtualizam a musica impedindo, até, de o publico o acompanhar. Utilizou da pior forma o seu potencial vocal.
Fora do recinto estavam umas mesas que serviam refrigerantes de marcas que nunca tinha visto, nem mesmo no Lidl. A comida…essa nem vê-la, ao contrário daquilo que se fazia acompanhar no convite ("Durante o Concerto será assegurado um serviço de buffet que se manterá até ao final" - onde?!?!?!). Mas enfim, muito bom para uma borla.
Pode ser que futuros bancos adoptem a ideia de fazer espectáculos destes e consigamos que a Caixa Geral de Depósitos siga a ideia e consiga reunir artistas como a Mónica Sintra, Ana Malhoa, a Ágata, Ruth Marlene, Emanuel, Quim Barreiros e todos aqueles que esta entidade tão bem representa…LOL
A seguir, jantar japonês, uma volta pela cidade molhada e uma vontade súbita de ir à casa de banho…eu sabia que não devia ter abusado daquele molho!...
Agora…Bom, bom foram os Clã. Aqui fica um problemazito de expressão…
Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe, 
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto,
bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.
Posted by Manuel at 16:27 7 confissões
sábado, outubro 21, 2006
Direitos iguais…há uns mais iguais que outros…
Tendo em consideração o post anterior e os respectivos comments, que de alguma forma me surpreenderam, prossigo com o mote das manifestações…
Se recordarmos há muito, muito tempo…e que na realidade não foi assim há tanto tempo, tendo em consideração a história universal do Homem, foi como se fosse ontem! A manifestação das mulheres pelo direito ao voto, ou seja pela igualdade de direitos. A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a conceder o direito ao voto às mulheres no ano de 1893. Em Portugal em 1931 só é permitido à mulher votar, desde que esta fosse diplomada pelo ensino superiror ou secundário.
Já nos nossos tempos, se pegarmos na questão da igualdade de direitos e no artigo 13 (Princípio da igualdade) da Constituição da República Portuguesa VII Revisão Constitucional (2005), diz-nos que:
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
A minha questão é a seguinte: será que são da mesma natureza as prides gay e as manifestações das sufragistas do século passado? Será que reivindicam as duas à igualdade de direitos?
A mim parece-me – e podem crucificar-me se discordam comigo - que as prides gay visam marcar a diferença pelo ser diferente, recorrendo sempre ao estereotipo do gay efeminado e de muitas Priscilas.
Se ser-se gay é isso, então eu não sou gay!
Posted by Manuel at 11:53 17 confissões
terça-feira, outubro 17, 2006
Um almoço nauseante...
Hoje apanhei uma camada de nervos ao almoço…a quantidade de anormalidades que se dizem sobre os gays! E o mais revoltante é que quem profere determinadas coisas acredita piamente naquilo que diz como se fosse um perito em homossexualidade…
Tudo começou quando se falava de filmes e alguém teve a infeliz ideia de fazer referência ao Brokeback Mountain. Começou, então, uma discussão intelectual, cheia de pormenores sórdidos, sobre o amor gay e com referencia ás ultimas tendências (que eu desconhecia por completo!!!...), que consiste em que os gays não tomam banho por ser um fetiche o cheiro a suor e a transpiração!!! É impressionante como pessoas com
uma diferenciação cultural e com responsabilidades sociais se dêem ao trabalho de inventar e disseminar coisas do género! Foi nauseante! Só me apeteceu saltar para cima da mesa e “sair do armário” e perguntar-lhes se tinham duvidas que eu tomasse banho! Mais uma vez opto pelo silêncio cobarde e mantenho o meu disfarce.
Mais uma vez a homossexualidade é associada a Carnavais gay como as prides, a desvios patológicos, ao travesti, à promiscuidade e a tudo que é pernicioso na nossa sociedade.
O meu silêncio, e o de outros, pode ser cobarde mas creio ser a única forma de sobrevivermos neste meio hostil.
Ás vezes penso que se existisse um interruptor em mim que me transformasse em hetero não sei se não carregava nele…
Contudo…SOU FELIZ COMO SOU!!!
Posted by Manuel at 14:16 17 confissões
sábado, outubro 14, 2006
Desporto motorizado…
Hoje ao passear por aquele aglomerado de gente, no paddock, que pede ostensivamente posters e postais do Rossi e do Biaggio, em camiões transformados em magníficos palácios, está uma mulher alta, esguia, de cabelos louros apanhados, lábios carnudos, pele clara, e esconde o olhar por detrás de uns óculos que lhe cobrem metade da cara. Tem vestido uns jeans apertados e um casaco de camurça castanho – LINDA!!! Nesse momento tive a sensação de conhecer essa mulher, olhei, desviei o olhar e voltei a olhar de forma ostensiva. Não queria acreditar…essa magnifica mulher é a Esther Cañadas! Uma das topmodels mundiais de nacionalidade espanhola, ali mesmo ao meu lado passando por incógnita. Ora, gajo que é gajo largava uma boca daquelas bem foleira tipo “És podre de boa!”, mas certamente ela não iria perceber…talvez se eu lhe dissesse “Eres podrida de buena!”, talvez percebesse a frase, no entanto não iria compreender um vocabulário impregnado de um referente cultural bem português - como é que podre pode ser bom?!
Ainda me cruzou o espírito de lhe dar uma valente palmada no rabo! Poderia depois dizer que já tinha apalpado o cú a uma famosa. Após uma reflexão rápida, achei melhor não…embora estivesse num meio altamente masculino – aparentemente, porque as bichas betas são mais que muitas – pensei que poderia ficar muito bem visto perante os motards, todos muito machos (?!), mas certamente haveria algum segurança que me iria pôr no olho da rua e eu iria ficar sem o meu livre transito – deste ano e dos futuros…
Enfim…hoje foi um dia muito bem passado no meio de gente gira (e famosa), muitos gajos, muitas motas e muitas mamas…as meninas do red bul são um espanto…ainda se eu gostasse…
PS – obrigado a todos que sentiram a minha ausência e se manifestaram…sim, porque há uns quantos, que têm vergonha de se mostrar, mas vêm aqui religiosamente! Hoje, estou particularmente muito bem disposto…será da minha bipolaridade?!?! Será que devo ficar preocupado?!? Beijos e abraços - cada um leva o que quiser! :)
Posted by Manuel at 19:00 6 confissões
terça-feira, outubro 10, 2006
Dia sem Sol...

A minha disposição hoje faz companhia ao dia: sem sol. O trânsito infernal, a impaciência dos condutores, o acordar cedo após uma noite mal dormida, o tomar decisões complicadas que comprometem projectos futuros - que variáveis fantásticas para se começar o dia...
Se a situação é boa, desfrute-a;
se a situação é ruim, transforme-a;
se a situação não pode ser transformada, transforme-se.
Viktor Frankl
...e depois lêm-se coisas do genero:
SCientists, the most religious people you'll ever meet
Posted by Manuel at 09:32 10 confissões
sábado, outubro 07, 2006
Não me mintas…
Essa tua inabilidade inata denuncia-te…não sabes mentir…não me mintas…
Sempre te aceitei, incondicionalmente, mesmo após as traições, que foram punhais que, sem aviso prévio, me atingiram os flancos. Morri e renasci por todas as vezes…não me mintas.
Não te prendo, amo-te demais para te prender e para te privar da tua vontade mas…não me mintas…nem precisas vir para casa, eu fico bem sozinho, não tenho medo da solidão. Não sejas piedoso com as mentiras que contas, o efeito é sempre contrário mas…não me mintas…
Eu nunca te disse que não compreendia as tuas motivações, os teus medos, e por perceber, não te prendo, mas…não me mintas.
Não quero ser a pessoa da sombra, quero continuar ao teu lado, como sempre estive, não quero ser o amante dos minutos contados…sim, sou egoísta, não te partilho com ninguém…por isso…não me mintas.
Se quiseres vai-te embora, vai viver uma mentira, vive a outra vida...cumpre os desígnios impostos pelos outros…mas não esperes por mim…porque se voltares eu já ter-te-ei esquecido…mas não me mintas.
Posted by Manuel at 15:46 7 confissões
sexta-feira, outubro 06, 2006
Uma história com moral...

Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:
- Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?
- Claro! O que está incomodando o meu filhote?
- Por que os camelos têm corcova?
- Bem, meu filhinho, nos somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto.Sabe, com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um! - disse a mãe, toda orgulhosa.
- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - disse a mãe com orgulho nos olhos.
- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto,as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto.... ENTÃO, QUE DIABOS ESTAMOS FAZENDO AQUI NO ZOOLÓGICO ?
Moral da história:
"Habilidade, conhecimento, capacidade e experiência são úteis se você estiver no lugar certo".
Posted by Manuel at 10:46 8 confissões
quarta-feira, outubro 04, 2006
Sedutoramente perigoso
Naquele instante eu não ouvia nada, na minha cabeça existia um silêncio ensurdecedor, fixava apenas os gestos que a sua boca fazia enquanto segredava junto da orelha de um colega. Era pouco mais novo que eu e tudo nele era calculado ao ínfimo pormenor: os cabelos despenteados e aparentemente descuidados, os jeans russos e rasgados, os chinelos que condiziam com algum adereço que trazia, ou seria o relógio da Swatch, ou seria os óculos de lentes coloridas. Nada estava ali por acaso.
Sentava-se sempre na primeira fila, fingia que escrevia notas, fingia que prestava atenção, uma vez ou outra colocava uma questão para dar a imagem de quem estava muito interessado no que se estava a falar. Era sempre o último a sair, fingia que tinha sempre muitas fotocópias para organizar, fitava-me pelo canto do olho e sorria.
O que quereria ele? Recordava as primeiras palavras do meu chefe “se prezas o que fazes, não te envolvas com alunas…”. “E os alunos?” - pensava eu?…
O ano terminou e nunca mais o vi…não sei se desistiu. Se o fez, ainda bem para mim…
Posted by Manuel at 00:22 9 confissões
segunda-feira, outubro 02, 2006
Amores revisitados...última parte
Passaram-se três dias e o telefone não tocou. O sentimento de vazio e a ansiedade foram-se instalando progressivamente. A espera por um telefonema que se previa que não iria ter lugar, a espera de um desfecho comum a tantos outros…
Tomei a iniciativa e liguei-lhe. Telefonemas uns atrás dos outros e nunca estava, ou melhor daria indicações do outro lado para dizer que não estava…Fiquei com a noção de ter perdido uma coisa minha e não havia nada que a pudesse substituir. Tudo à minha volta perdeu o interesse, nada tinha mais significado que ele. O seu sorriso atormentava os meus pensamentos. O fantasiar que ele pudesse estar com outra pessoa levava-me à loucura…
Após duas semanas de tentativas infrutíferas de falar com ele, lá me atendeu o telefone…
- Olá! Tudo bem…desapareceste? – perguntei envergonhado. As minhas pernas tremiam como se fosse pela primeira vez.
- Tenho estado muito ocupado, a peça tem exigido muito de mim…
- Eu queria muito falar contigo…
- A peça vai para o Porto daqui por três semanas, e tenho tido muitas coisas para tratar…
- Só um café! Preciso mesmo muito de falar contigo!
Era notório que o Filipe não queria estar comigo, a minha presença passou a ser um empecilho na vida dele. Ele deve ter percebido que de uma vez por todas teria que pôr um fim àquilo e acedeu encontrar-se comigo.
No dia seguinte, ás 11h30, lá estava eu numa esplanada de um café que existia no Cais do Sodré. Esperei até às 12h15, e quando já não tinha esperança que ele chegasse eis que surge o Filipe.
Não trazia o seu sorriso habitual, mas uma expressão dura de poucos amigos. Envergava o habitual casaco de cabedal e desta vez trazia uns óculos escuros que nunca os tirou.
- Então tudo bem? – pergunta num tom seco
- Desculpa impor-te a minha presença…
- …mas estás a impor! – interrompendo-me de forma violenta – és muito novo, tens 21 e eu tenho 28! Não te quero tirar da casa dos teus pais!
- Mas não tiras…
- …ouve…eu já sofri muito por amor…não quero que sofras por mim. Eu, ainda, amo outra pessoa! Não dá para andarmos a brincar aos namorados.
Se por um lado quase que chorei, por outro não lhe iria mostrar esta face mais frágil da minha pessoa.
O silêncio invadiu-nos.
- Tenho que me ir embora! Queres que te deixe em algum lado!?
- Não, obrigado. Até um dia destes…
O Filipe abandonou a esplanada e apercebi-me que tinha abandonado a minha vida de vez. Eu nunca fiz parte da vida dele…sentia-me como o brinquedo que serviu para mostrar aos outros…certamente fui mais um.
Vim a saber que a companhia foi para o Porto, e eu retomei a minha vida no ponto que a tinha deixado quando o conheci.
A noite já não tinha o mesmo encanto, faltava-me o conforto daquele sorriso. Aos poucos fui esquecendo-o. Vim a conhecer, outras facetas proibidas da sua vida que me levaram a compreender que ele pertencia a mundo distante do meu.
Passou-se um ano e nunca mais ouvi falar em tal pessoa, até que numa noite no Bairro, ao atravessar a Rua da Atalaia, ouvi um “Olá!..”. Não me virei sequer, pois havia um mundo de gente à entrada das Portas Largas. O “olá” fez-se ouvir novamente e continuei a andar. De repente uma pessoa, de forma muito apressada, coloca-se à minha frente…Era o Filipe.
- Olá, estás bom? – perguntou-me com aquele sorriso, que já não tinha aquele brilho dos tempos de outrora.
- Ah!...olá! Tudo bem!
Percebi naquele instante, que a insistência nos “olás” e o colocar-se propositadamente à minha frente, foi porque já não se lembrava do meu nome. “Grande puta” pensei…
Eu que tinha o nome do melhor amigo dele…naquele instante cruzou-me o espírito de quantos gajos ele terá tido durante esse ano que passou. “Fui mais um…”
- Estreei outra peça…
- Eu sei! – respondi no tom mais seco que alguma vez pensei conseguir.
- Queres ir ver?
- Pode ser!
Aquela resposta afirmativa fez-se acompanhar dos sentimentos mais negativos que eu alguma vez poderia guardar dele. Mas aceitei.
- Pode ser na terça-feira? Vou deixar o bilhete à entrada e dizes que tens um bilhete guardado por mim…
Se tinha dúvidas que ele se tinha esquecido do meu nome, aquela era a confirmação final. Percebi que nunca tinha tido espaço na sua vida, que nunca lá tinha estado a não ser por efémeros momentos de êxtase físico. Foi só isso! Eu não tinho sido ninguém. Fui um engate que, ao contrário dos outros, não foi numa casa de banho publica, e que, pela forma mais inocente, lhe dedicou amor.
- Ok! – respondi com um sorriso nos lábios - Fica então combinado!
Escusado será dizer que nunca lá fui levantar o bilhete, nem tão pouco assisti à peça. Nunca mais o vi desde então, a não ser numa ou outra novela na televisão.
Afinal de contas o sorriso dele não era tão bonito assim…afinal de contas, é pelo sorriso que as meretrizes nos conquistam…
Posted by Manuel at 13:22 9 confissões














